6.1.09



"Para onde, e esta pergunta, tão simples, tão natural, tão adequada à circunstância e ao lugar, apanha desprevenido o viajante, como se ter comprado a passagem no Rio de Janeiro tivesse sido e pudesse continuar a ser resposta para todas as questões, mesmo aquelas, passadas, que em seu tempo não encontraram mais que o silêncio, agora mal desembarcou e logo vê que não, talvez porque lhe fizeram uma das duas perguntas fatais, Para onde, a outra, e pior, seria, Para quê.”


(O Ano da Morte de Ricardo Reis, José Saramago)

3 comentários:

Carraca disse...

Não vou comentar o post anterior! Fica aqui o comentário...

Anónimo disse...

O gajo é tão fixe. Mas tão fixe.

Anónimo disse...

ERRATA:
O gajo não é fixe, ele é uma besta que escreve mmuuuuito bem.