Olhar o rio feito de tempo e água
E recordar que o tempo é outro rio,
Saber que nos perdemos como o rio
E que os rostos passam como a água.
...
Contam que Ulisses, farto de prodígios,
Chorou de amor ao avistar sua Ítaca
Verde e humilde. A arte é essa Ítaca
De verde eternidade, não de prodígios.
Também é como o rio interminável
Que passa e fica e é cristal de um mesmo
Heraclito inconstante, que é o mesmo
E é outro, como o rio interminável.
Jorge Luis Borges
_algures em Seia !
1 comentário:
Não tou a perceber nada destes posts, o que se está a tornar bastante chato?! Parece que vamos ter de falar... ;P
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