29.4.08



Olhar o rio feito de tempo e água
E recordar que o tempo é outro rio,
Saber que nos perdemos como o rio
E que os rostos passam como a água.

...

Contam que Ulisses, farto de prodígios,
Chorou de amor ao avistar sua Ítaca
Verde e humilde. A arte é essa Ítaca
De verde eternidade, não de prodígios.

Também é como o rio interminável
Que passa e fica e é cristal de um mesmo
Heraclito inconstante, que é o mesmo
E é outro, como o rio interminável.



Jorge Luis Borges
_algures em Seia !

1 comentário:

Carraca disse...

Não tou a perceber nada destes posts, o que se está a tornar bastante chato?! Parece que vamos ter de falar... ;P