Levantou-se. Foi até à grade de ferro da varanda. A olhar para o escuro. E sem se voltar para mim, disse: não sei, pergunto-me se é inevitável que chegue um momento em que uma pessoa pára e se resigna a não fazer mais nada que não seja repetir o que já fez.
E, com um pequeno riso forçado, disse ainda: mas ele há sempre a subtilíssima arte de nos aperfeiçoarmos, de não nos movermos e conseguirmos mesmo assim explorarmo-nos em profundidade.
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